Arquitetura
A arquitetura colonial
brasileira reflete a influência portuguesa, com adaptações ao clima
tropical. Os mais duradouros exemplos desse estilo, tão atraente,
são encontrados nas Igrejas e Mosteiros das cidades mais antigas,
porém de maneira mais espetacular na cidade de Ouro Preto, primeira
capital da província de Minas Gerais. Nessa cidade, após a
descoberta de ouro, desenvolveu-se o barroco brasileiro, com suas
fachadas simples decoradas com pedra-sabão em substituição ao
mármore europeu, cujo maior representante foi Antônio Francisco
Lisboa, o Aleijadinho. Ouro Preto foi restaurada e protegida, como
parte do Patrimônio Histórico do Brasil, e agora pertence também à
lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Em 1816, o arquiteto
Grandjean de Montigny, integrante da Missão Artística Francesa,
então em visita ao Brasil, trouxe consigo o estilo neoclássico. No
que se refere a suas realizações, projetou várias obras na cidade do
Rio de Janeiro e instituiu a arquitetura como disciplina acadêmica.
Em decorrência, da segunda metade do século XIX até o início deste
século, os arquitetos brasileiros sofreram grande influência
francesa. A respeito, o estilo art noveau no Brasil tem como um de
seus marcos a construção da Vila Penteado, em São Paulo, que se
iniciou em 1902. Em 1929, o art déco chegou ao Brasil com a
construção do Edifício A Noite, no Rio de Janeiro. Desde então,
entretanto, mesmo sem perder contato com profissionais inovadores de
outros países, como Le Corbusier, na França, e Frank Lloyd Wright,
nos Estados Unidos, a arquitetura do Brasil seguiu estilo próprio.
Atualmente, atrai a atenção do mundo todo como uma de suas mais
características formas de arte. O volume e o ritmo da expansão
urbana durante os últimos trinta anos proporcionaram oportunidades
excepcionais para a combinação da necessidade social e funcional com
a expressão artística. Ilustra esta tendência com maestria a 4ª
Bienal Internacional de Arquitetura, realizada em São Paulo em 1999,
que reuniu em seu tema a violência urbana e as propostas
arquitetônicas para abrandá-la. O resultado não só se limitou ao
surgimento de construções sofisticadas, mas também ao nascimento de
subúrbios inteiros e cidades completamente novas.
A origem da
arquitetura modernista brasileira data de 1930, quando foi
inaugurada a Casa Modernista em São Paulo, obra do arquiteto russo
Gregóri Varchávchik. Alguns bons exemplos da arquitetura modernista
brasileira, desde seus primórdios incluem o terminal de passageiros
do Aeroporto Santos Dumont, projetado pelos irmãos Roberto, e o
Ministério da Justiça, ambos no Rio de Janeiro; os apartamentos
populares erguidos em Pedregulho, região próxima ao Rio de Janeiro,
por Affonso Reidy; além do Museu de Arte Moderna de São Paulo e da
Igreja da Pampulha em Belo Horizonte, projetados por Oscar Niemeyer.
Entre os exemplos da arquitetura modernista brasileira destaca-se,
ainda, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, projetado por
Reidy e concluído na década de 50.
Evidentemente, o
exemplo mais conhecido da arquitetura modernista brasileira é a nova
capital, a cidade de Brasília, onde a imaginação fluiu livremente no
projeto. O plano urbano concebido por Lúcio Costa, e o projeto das
principais obras públicas, realizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer,
tornaram-se grande marco no campo da arquitetura. Convém destacar o
Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do
Brasil, projeto de Oscar Niemeyer, com seus elevados arcos de
concreto e seu jardim aquático, e a Catedral de Brasília
(considerada por muitos como a obra-prima de Niemeyer) com seu dedos
de concreto em círculo, apontados em oração para o céu. Niemeyer
participou também do grupo de arquitetos que desenhou o prédio das
Nações Unidas na cidade de Nova York e o edifício-sede do Partido
Comunista, em Paris.
Os prédios, por si
sós, não podem criar ambientes urbanos esteticamente belos e
harmoniosos. Paralelamente a novos e arrojados conceitos
arquitetônicos, desenvolveu-se no Brasil uma escola de paisagistas
de grande criatividade, liderada por Roberto Burle Marx, que passou
a equilibrar as fachadas de estruturas de concreto e vidros com o
refrescante verde dos jardins e parques. Como resultado de seu
trabalho em muitas cidades brasileiras, Burle Marx conquistou
reputação internacional, podendo suas obras ser encontradas hoje em
jardins e parques públicos e particulares das Américas e Europa.
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